Blog Dicas de Filmes liviacroce

A Cabana

“Jamais desconsidere a maravilha das suas lágrimas. Elas podem ser águas curativas e uma fonte de alegria. Algumas vezes são as melhores palavras que o coração pode falar”. A Cabana

Por vezes nos questionamos porque ficamos expostos a determinadas situações, afinal, sendo Deus sinônimo de amor e infinitamente misericordioso, porque permite momentos de dor e sofrimento ? Questionamentos como esses habitam os pensamentos do protagonista Mackenzie Allen Philips.
Mack é um homem marcado por uma infância conturbada, teve um pai alcoólatra e violento, sentindo-se impotente por não conseguir defender a mãe. Em momentos difíceis, o garoto Mack encontra conforto no acolhimento de Elouisa, uma simpática senhora negra. Adulto, casa-se com Nan formando uma família tradicional e religiosa, pai de três filhos, sendo dois adolescentes, Josh e Kate, além de Missy, uma adorável garotinha. Mack parece guardar rancor de Deus por certos fatos do passado.
No verão, Mack leva os três filhos para acampar às margens de um lago deixando a esposa em casa, lá ele conhece seu amigo Willie. Durante um passeio de barco, Kate e Josh sofrem um acidente e Mack mergulha a fim de salvar Josh, ao retornar percebe o desaparecimento misterioso da pequena Missy.
Vestígios de que Missy teria sido violentada são encontrados em uma cabana nas montanhas, no entanto, seu corpo nunca é encontrado. O tempo passa e a família tenta voltar à sua rotina, mas o trauma da perda persiste. Kate cai em depressão, carrega o peso da culpa de ter provocado o acidente com o barco, ter feito o pai mergulhar, deixando a irmã mais nova sozinha, enquanto Mack soma a dor da perda da filha mais nova aos seus traumas de infância.
Em um dia frio, uma carta aparece na caixa de correios, com o nome de um remetente que somente a família Philips e seu velho amigo Willie conheciam o real significado – “Papai” – é dessa forma que Nan e os filhos do casal costumam se referir a Deus.
A carta continha um texto breve, tratava-se de um estranho convite, retornar a cabana onde supostamente Missy teria sido violentada e assassinada. Mack hesita, mas decide retornar a cabana. Encontra o local abandonado, percebe no chão marcas de sangue e imagina ser de Missy, chora e aponta uma arma para a própria cabeça com a intenção de se matar, porém, sua ação é bruscamente interrompida pela aparição de um veado das montanhas na porta da cabana, desviando sua atenção. Ele decide deixar aquele lugar, quando percebe a aproximação de alguém e esconde-se por trás das árvores, observa a chegada de um homem jovem, deixa-o passar adiante e aponta a arma para o estranho. O jovem então vira-se para Mack e, amistosamente como um velho conhecido, o convida a segui-lo, pois está frio e na cabana há uma lareira tornando o ambiente bem mais acolhedor.
Mack segue o jovem desconhecido e percebe que a cabana antes com aspecto de abandono, agora está limpa, clara e florida, sendo habitada pelo jovem que o convidou e mais duas pessoas. Para sua surpresa e espanto ele é calorosamente recepcionado por Elouisa (Papai), que apresenta seus dois filhos Jesus e Sarayu.
A grande sacada de “A cabana” foi ter desvinculado a ideia da imagem de Deus de um ser masculino, idoso e de barba branca – isso é Papai Noel !!! – A Trindade Santa é representada pelos três moradores da cabana, o filho Jesus, interpretado por Aviv Alush e, Sarayu, vivida pela atriz de origem nipônica Sumire Matsubara.
O filme tem como eixo temático a fé, porém, aborda o assunto com um diferencial interessante, parece nos transportar a um ponto de vista externo, favorecendo a compreensão de algumas questões e despertando para a necessidade de mudanças diante de determinadas situações, mas tudo depende de cada um de nós.

Link para o trailer no Youtube:

Por Valdir Silva

Sobre o autor | Website

Lívia Croce é Coach de Líderes e Empreendedores

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta

*

Seja o primeiro a comentar!