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Divertida Mente

É um filme que trata das 5 emoções básicas do ser humano na cabeça de uma menina de 11 anos.

Divertida Mente (Inside Out) nos permite viajar de forma lúdica pelo universo mental de Riley, desde o seu nascimento até sua pré-adolescência. A primeira experiência vivida por Riley, recém-nascida, consiste na interação carinhosa com seus pais, surge então a primeira emoção, no caso a primeira personagem a “Alegria”. Esta interação inicial gera a primeira memória base, caracterizada pela emoção alegria, marcada na cor amarela. As memórias base em conjunto formam as características de personalidade.

No entanto, a “Alegria” não está só, logo aparece a segunda emoção e personagem a “Tristeza”, que aciona um botão fazendo a pequena Riley chorar. A alegria sempre busca impedir que a tristeza interfira no comportamento de Riley, porém, a partir das experiências vivenciadas pela menina, a tristeza vai assumindo mais espaço e surgem outras emoções.

Além da alegria e da tristeza, Divertida Mente destaca mais três emoções em forma de personagem: o “Raiva”, o “Medo” e a “Nojinho”, que habitam a sala de controle (cérebro) de Riley. A “Alegria” lidera as demais emoções e ocupa-se em prevalecer na maior parte do tempo, orgulhando-se de proporcionar a Riley uma infância feliz, constantemente rejeitando a “Tristeza”.

Aos onze anos, Riley muda-se com os pais para São Francisco, sendo esta uma experiência desagradável. Tentando assumir novamente o controle da situação, durante o primeiro dia de aula, a “Alegria” prepara uma memória base alegre, no entanto, esta memória é tocada pela “Tristeza”, tornando-se azul. As personagens procuram “reparar” aquela memória que agora tornou-se triste e, durante um breve tumulto formado na sala de controle, as memórias base, a “Alegria” e a “Tristeza” são sugadas para fora. Riley passa a ser controlada apenas pelo “Medo”, pelo “Raiva” e pela “Nojinho”.

Buscando o caminho de volta a sala de controle, “Alegria” e “Tristeza” vão revelando os mecanismos da mente. Durante uma impressionante jornada percebemos que as memórias são fixadas pelas emoções e, cada emoção tem sua importância: a “Alegria” está vinculada a positividade, a auto-estima; o “Medo” nos preserva, nos mantém afastados do perigo; a “Nojinho” não só evita que Riley consuma alimentos estragados como também rejeita situações sociais que não são convenientes; o “Raiva” está sempre pronto para agir diante de injustiças; e a “Tristeza”, sempre rejeitada, representa a introspecção, a solitude.

O filme mostra que as personagens externas – o pai e a mãe – assim como Riley, também possuem suas centrais de controle, mas são lideradas por outras emoções, a mãe é comandada pela sua “Tristeza”, o pai, pela sua “Raiva”. O painel de controles é incrementado com a maturidade, no recém-nascido possui apenas um botão, no pré-adolescente um vasto conjunto de chaves. Os produtores de Divertida Mente também não esqueceram de Bing-Bong – o amigo imaginário de Riley – acho que (quase) todos tivemos um amigo desses quando criança.

Produzido com extremo cuidado, tenho certeza que cada um de nós se identificará com, pelo menos, uma cena de Divertida Mente, um verdadeiro exercício de autoconhecimento e uma demonstração do verbo “ressignificar”, quando as ilhas edificadas na infância desmoronam e precisam ser reconstruídas pelas emoções.

Link para o trailer no Youtube:

Por Valdir Silva

Sobre o autor | Website

Lívia Croce é Coach de Líderes e Empreendedores

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