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O sentido da vida

O sentido da vida

O que é sentido da vida pra você? Já parou pra pensar sobre isso antes?

Qual é o sentido da vida? Como posso encontrar propósito, realização e satisfação na vida? Terei o potencial de realizar algo de significância duradoura? Há tantas pessoas que jamais pararam para pensar no sentido da vida. Anos mais tarde elas olham para trás e se perguntam por que seus relacionamentos não deram certo e por que se sentem tão vazias, mesmo tendo alcançado algum objetivo anteriormente estabelecido. Um jogador de baseball que alcançou o hall da fama deste esporte foi questionado sobre o que gostaria que lhe tivessem dito quando ainda estava começando a jogar baseball. Ele respondeu: “Eu gostaria que alguém tivesse me dito que quando você chega ao topo, não há nada lá.” Muitos objetivos revelam o quanto são vazios apenas depois que vários anos foram perdidos em sua busca.

Em nossa sociedade humanística, as pessoas vão atrás de muitos propósitos, pensando que neles encontrarão sentido. Entre eles estão: sucesso nos negócios, prosperidade, bons relacionamentos, sexo, entretenimento, fazer o bem aos outros, etc. As pessoas já viram que, mesmo quando atingiram seus propósitos de prosperidade, relacionamentos e prazer, havia ainda uma grande lacuna interior – um sentimento de vazio que nada parecia preencher.

O sentido da vida constitui um questionamento filosófico acerca do propósito e significado da existência humana. Segundo filósofo Firederich Tiedemann, ela demarca então a “interpretação do relacionamento entre o ser humano e seu mundo”. Assim, para Platão, três coisas deveriam estar em equilíbrio: a razão, a coragem e os instintos para que o ser humano fosse feliz.

Já no Budismo, é dito claramente que o objetivo da vida para todos os seres humanos é único. Sofremos (também) por causa das paixões mundanas, mas a causa maior de todo o nosso sofrimento é por não saber o que ocorrerá após a morte.

Muitas pessoas se perguntam sobre qual é o sentido da vida, talvez dizendo: “Por que estamos aqui?” ou “Será que minha vida tem objetivo?”. Para outros o sentido da vida é Deus. A Bíblia mostra que o objetivo da nossa vida é desenvolver uma amizade com Deus. Veja alguns trechos da Bíblia que exemplifica isso:

  • Deus é o nosso Criador. A Bíblia diz: “Foi [Deus] quem nos fez, e não nós a nós mesmos.” — Salmo 100:3;Revelação (Apocalipse) 4:11.
  • Deus tem um objetivo para tudo que ele criou, incluindo nós. — Isaías 45:18.
  • Deus nos criou com uma “necessidade espiritual”, o que inclui o desejo de encontrar o sentido da vida. (Mateus 5:3) E ele quer que esse nosso desejo seja satisfeito. — Salmo 145:16.
  • Nós satisfazemos nossa necessidade espiritual por desenvolver uma amizade com Deus. Embora a ideia de ser amigo de Deus pareça impossível para alguns, a Bíblia nos incentiva: ‘Achegue-se a Deus, e Ele se achegará a você.’ — Tiago 4:8;2:23.

O autor do livro Bíblico de Eclesiastes expressa este sentimento quando diz: “Vaidade de vaidades, …tudo é vaidade.” Este autor tinha prosperidade além da medida, sabedoria maior que de qualquer homem de seu tempo ou do nosso, mulheres às centenas, palácios e jardins que eram a inveja de outros reinos, a melhor comida e o melhor vinho e toda a forma possível de diversão. E ele disse, em dado momento, que qualquer coisa que seu coração quisesse, ele buscava. E mesmo assim ele resumiu a “vida debaixo do sol” (a vida vivida como se tudo o que nela há é o que podemos ver com nossos olhos e experimentar com nossos sentidos) como sendo sem significado! Por que existe tal vazio? Porque Deus nos criou para algo além do que nós podemos experimentar aqui e agora. Disse Salomão a respeito de Deus: “Ele também pôs a eternidade no coração dos homens…” Nos nossos corações, nós sabemos que o “aqui e agora” não é tudo o que há.

A ciência propõe duas explicações para essa dúvida metafísica. A primeira, mais tradicional, é: o sentido (objetivo) da vida é se reproduzir, ou seja, ter filhos. Ponto. Isso vale tanto para nós como para o sabiá, o cordeiro patagônico ou o bicho-da-seda. Pelo menos é o que diz a tese do gene imortal, uma das mais populares da biologia evolutiva. Ela tem sido desenvolvida desde os anos 1970 pelo biólogo britânico Richard Dawkins, e reinterpreta a teoria da evolução de Darwin.

O cérebro humano possui um mecanismo chamado sistema de recompensa. São grupos de neurônios situados em certas regiões, como o septo – que fica bem no centro do cérebro. Toda vez que fazemos algo física ou mentalmente agradável, qualquer coisa mesmo, esses neurônios causam a liberação de dopamina, neurotransmissor responsável pela sensação de prazer. As demais áreas do cérebro são inundadas pela dopamina – inclusive aquelas que manejam o autocontrole e as emoções. Você sente prazer. E tem vontade de sentir de novo. E de novo. E de novo… O sistema de recompensa tem uma influência gigantesca sobre nossas ações e decisões. Sempre que você se sente bem, ou mal, é esse sistema que está fazendo isso acontecer. E ele nem sempre nos guia no caminho de gerar descendentes – você deve conhecer gente que não tem filhos, nem quer ter, e está muito bem assim. Porque existe uma segunda explicação para o sentido da vida. Em vez de espalhar genes, o objetivo pode ser contentar o sistema de recompensa. Traduzindo: ser feliz.

 

Pensamento:

“Mas o que é isso, o sentido da vida?

O sentido da vida é algo que se experimenta emocionalmente, sem que se saiba explicar ou justificar. Não é algo que se construa, mas algo que ocorrre de forma inesperada e não preparada, como uma brisa suave que nos atinge, sem que saibamos donde vem nem para onde vai, e que experimentamos como uma intensificação da vontade de viver ao ponto de nos dar coragem para morrer, se necessário for, por aquelas coisas que dão à vida o seu sentido.

É uma transformação de nossa visão de mundo, na qual as coisas se integram como em uma melodia, o que nos faz sentir reconciliados com o universo ao nosso redor, possuídos de um sentimento oceânico, na poética expressão de Romain Rolland, sensação inefável de eternidade e infinitude, de comunhão com algo que nos transcende, envolve e embala, como se fosse um útero materno de dimensões cósmicas.

“Ver um mundo em um grão de areia/ e um céu numa flor silvestre/ segurar o infinito na palma da mão/ e a eternidade em uma hora” (Blake)

O sentido da vida é um sentimento.” Rubem Alves

 

O sentido da vida é estar vivo. É tão claro, tão óbvio e tão simples. Mesmo assim, todo mundo não para de correr em pânico, como se fosse necessário conseguir alguma coisa além de si próprio. Alan Watts

Então o verdadeiro sentido da vida está em que?

O que te faz levantar todas as manhãs e continuar de pé pra viver cada dia? Quais são os seus propósitos de vida? Sua maior motivação? São descobertas aliadas ao autoconhecimento e uma motivação maior para seguir a vida. O que é importante para você em sua vida?

Qual é o sentido da humanidade? E como eu contribuo?

Reflita, por exemplo, sobre o que a humanidade precisa aprender para evoluir: ter mais compaixão e tolerância, maior consciência ambiental… Pense também nas lições que você deve absorver para crescer. Em algum ponto, esses caminhos certamente vão se encontrar e você descobrirá então como pode contribuir de uma forma que lhe dê prazer. Entenda que o seu sentido não fala apenas sobre você: ele influencia a sua família, os seus amigos, a vizinhança… toda a humanidade! “Cada ser humano tem um papel no universo, como se fosse um pedacinho de uma praça pública. Assim, a nossa primeira tarefa é introduzir qualidade nesse pedaço de mundo ao qual pertencemos e que influencia algo maior”, acredita Roberto.

Dá para aproveitar melhor os meus talentos?

Todo mundo é bom de verdade em alguma coisa: fotografar, cozinhar, cuidar de crianças, escrever… Mas, geralmente, o que nos faz desacreditar dos nossos talentos é a baixa autoestima. “Recebemos da própria vida os dons indispensáveis para a realização da nossa tarefa individual e intransferível, que é o nosso propósito”, afirma Roberto Crema. No entanto, não basta se sair bem em algo. Para ter real valor, essa tarefa deve trazer motivação e alegria e fazer você se sentir útil. Pergunte-se, então: que talentos eu possuo que me dão verdadeiro orgulho e prazer? Anote e deixe esse lembrete sempre à vista, para não se esquecer do seu potencial. Avalie, ainda, se você usa todas essas aptidões com a frequência que gostaria. Se a resposta for negativa, explore na sua rotina oportunidades para colocá-las em prática.

De que forma posso ser mais eu?

Descobrir o sentido da sua vida nada mais é do que entender melhor quem você é, o que pode oferecer a si mesma e ao mundo. E o segredo está, principalmente, em passar mais tempo em sua própria companhia. “Buscar um propósito mirando só o que está em volta nos impede de entrar em contato com as nossas emoções. E as respostas mais verdadeiras vêm do coração e da intuição”, destaca a terapeuta holística Paula Siqueira. Comece pensando, numa nota de zero a dez, quanto você realmente se sente viva. Zero representa um cenário muito aflitivo e dez quer dizer uma existência plena e proveitosa. Agora vá mais fundo e questione o que faz você se arrepiar e a coloca em sintonia com a vida. Para viver o seu propósito, é preciso atrever-se a ser, com ainda mais intensidade, quem você é de verdade. Por isso, se não estiver recebendo da vida aquilo que gostaria, é hora de agir. Isso não significa, por exemplo, sair do emprego sem ter nada em vista, uma postura bastante arriscada. Mas, sim, plantar sementes, paralelamente, para chegar a uma situação que a deixará realizada.

Afinal, qual é o meu trabalho?

Vivemos ocupadas com o nosso emprego, buscando reconhecimento, promoções, um salário melhor… Há muito desgaste nessa jornada que, em geral, se sobrepõe à satisfação de realizar os nossos afazeres. Aí, acionamos o piloto automático e nos esquecemos do que nos fez escolher aquele serviço. “Quando nos desconectamos desse chamado, que é a vocação, sofremos doenças e outros males”, explica Roberto. Uma maneira de se realinhar com a verdadeira missão que você desempenha é criar um cartão de visitas original. Em vez de escrever nele o nome dado à sua função, escreva o seu propósito. Tente usar três palavras, no máximo. Exemplos: uma cabeleireira pode ser, na verdade, “consultora de autoestima”, e uma médica, “promotora de saúde”.

Como estar presente de corpo e alma em tudo o que faço?

A descoberta de um propósito exige foco em cada uma das situações que você vive: para perceber e sentir melhor como as coisas se desenrolam, as sensações que provocam e as consequências que geram. Então, torne um hábito vivenciar, de fato, cada etapa do seu dia a dia – seja uma reunião, a conversa com um amigo, seja a hora de buscar os filhos na escola. Esteja o mais atenta possível ao que está acontecendo naquele momento à sua volta. “O presente é o único tempo que permite a nossa real atuação. É onde está a vida de fato”, pontua Roberto. Mantenha-se consciente também sobre a forma como age e certifique-se de que está de acordo com o que você pretende experimentar na sua vida. O seu propósito deve ser vivido todos os dias!

Fonte: https://www.jw.org/pt/ensinos-biblicos/perguntas/sentido-da-vida/

https://www.gotquestions.org/Portugues/sentido-da-vida.html

https://super.abril.com.br/ciencia/qual-e-o-sentido-da-vida/

http://mdemulher.abril.com.br/estilo-de-vida/5-perguntas-para-ajudar-voce-a-enxergar-seu-proposito-de-vida/#

http://psicologiaautoestimaebeleza.blogspot.com.br/2014/06/o-sentido-da-vidao-proposito-e.html

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Sobre o autor | Website

Lívia Croce é Coach de Líderes e Empreendedores

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